Comprei um DVD recentemente chamado "Don't Look Back". É um documentário feito pelo diretor americano D.A. Pennebaker em 1965. Registra o que seria a última turnê acústica de Bob Dylan na Inglaterra (e um prólogo da radical virada da sua carreira, marcada pelo clássico álbum Highway 61 Revisited). E se eu pudesse resumir o filme em uma palavra diria: foda!
Começando por Pennebaker: o cara é considerado uma lenda entre os documentaristas, um dos pioneiros do chamado "cinema direto". Desenvolvido a partir das inovações tecnológicas da época, que deram uma maior liberdade de movimentação à câmera, tinha como ideário a não-interveção ou, pelo menos, uma mínima intervenção do diretor durante as filmagens. Estratégia que hoje, quatro décadas depois, ainda é utilizada (e comercializada com pompa e circunstância) por diretores "da moda" como Fernando Meirelles, João Moreira Salles e cia.
No documentário encontro Bob Dylan em um dos principais momentos de sua carreira. Acompanhado na turnê por Joan Baez e alguns integrantes do Animals, vemos o artista, è época com 24 anos e somente 3 de carreira, já aclamado com um gênio musical e pulsando com uma energia devastadora!
Seja em sua verborragia sarcástica com os jornalistas, em seus momentos de concentração/distração/inspiração diante da máquina de escrever, ou mandando ver em cima do palco com seu violão e gaita indefectíveis, o que vi foi um artista em sua essência: uma torrente hiper-expressiva de idéas e atitudes, metralhando velhos conceitos e inspirando novas formas de ver e retratar o mundo. "Don't Look Back" produz, meio sem querer, tanto a desmistificação de um astro ascendente, revelando o seu egocentrismo, arrogância e distanciamento, quanto a sua (re)criação, dando-nos a chance de observar Bob Dylan em toda a sua inquietude, energia criadora, em sua incrível inteligência e poder persuasivo, tanto dentro quanto fora dos palcos. Características que o distinguem ainda hoje como um dos grandes nomes do rock atual e da música de todos os tempos.
"Don't Look Back" é um documentário clássico de um diretor clássico, sobre um artista genial em um momento único de sua carreira. Ou seja, imperdível!
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20.11.08
22.9.07
Diálogos Virtuais do Ogro: Tarantino´s Mind
Ogro diz:
Oi.
Artemis diz:
Tô assistindo: http://www.youtube.com/watch?v=hY4n6DPIx_4
Artemis diz:
Mas o farsante do Seu Jorge não me convence!...
Ogro diz:
Nem a mim... apesar de eu ter gostado do Farofa Carioca na época...
Artemis diz:
ahhhhhrrrggghhh
Ogro diz:
Seu Jorge, Ana Carolina, Vanessa da Mata... é produto pra classe média pseudo-antenada...
Artemis diz:
Céu ....
Ogro diz:
Céu se apresentou aqui ontem... Um amigo meu me chamou... Preferi vir pra casa..
Artemis diz:
Eu acho que ela pelo menos é interessante musicalmente ... Mas só o fato de fazer cover do Chico Buarque já faz ela perder muuuuitos pontos ...
Ogro diz:
Chico virou Deus... Mas, felizmente, ainda há ateus nesse Brasilzão!...
Artemis diz:
Nem acho que o problema seja ele ... É mais essa idéia de culto ao cara, de todo mundo novo que aparece ir lá e tomar a benção dessa gente velha ...
Ogro diz:
Sim... os deuses são deuses, a despeito de seus fiéis.
Artemis diz:
Tem uma banda nova legal que chama ecos falsos ... É uma banda de indie rock, não tem nada de ‘brasileiro’ no som deles ... Mas eles chamaram o Tom Zé pra participar do disco ... E é o Tom Zé que chama atenção... Isso é ridículo!
Ogro diz:
Tom Zé é o ícone maior dos “pseudo-antenados”... Midiaticamente falando, é claro...
(...)
(...)
(...)
Ogro diz:
Será que é tudo mesmo um só filme?
Artemis diz:
O quê?
Ogro diz:
...a teoria do Selton Mello.....os mesmos personagens e tal..
Artemis diz:
Tem a ver ....
Pode ser que sim... Só sei que o cara é inteligente o suficiente, então ...
Ogro diz:
E o que acha do Selton Mello?
Artemis diz:
Eu gosto do Seltinho...
O cara é bom ator ... Apesar de ele estar sempre com o mesmo cabelo e a mesma barba, independente do personagem, o cara te convence ...
Aliás, perto dele, o Seu Jorge fica ainda mais obviamente farsante...
Ogro diz:
Hehehe.
Oi.
Artemis diz:
Tô assistindo: http://www.youtube.com/watch?v=hY4n6DPIx_4
Artemis diz:
Mas o farsante do Seu Jorge não me convence!...
Ogro diz:
Nem a mim... apesar de eu ter gostado do Farofa Carioca na época...
Artemis diz:
ahhhhhrrrggghhh
Ogro diz:
Seu Jorge, Ana Carolina, Vanessa da Mata... é produto pra classe média pseudo-antenada...
Artemis diz:
Céu ....
Ogro diz:
Céu se apresentou aqui ontem... Um amigo meu me chamou... Preferi vir pra casa..
Artemis diz:
Eu acho que ela pelo menos é interessante musicalmente ... Mas só o fato de fazer cover do Chico Buarque já faz ela perder muuuuitos pontos ...
Ogro diz:
Chico virou Deus... Mas, felizmente, ainda há ateus nesse Brasilzão!...
Artemis diz:
Nem acho que o problema seja ele ... É mais essa idéia de culto ao cara, de todo mundo novo que aparece ir lá e tomar a benção dessa gente velha ...
Ogro diz:
Sim... os deuses são deuses, a despeito de seus fiéis.
Artemis diz:
Tem uma banda nova legal que chama ecos falsos ... É uma banda de indie rock, não tem nada de ‘brasileiro’ no som deles ... Mas eles chamaram o Tom Zé pra participar do disco ... E é o Tom Zé que chama atenção... Isso é ridículo!
Ogro diz:
Tom Zé é o ícone maior dos “pseudo-antenados”... Midiaticamente falando, é claro...
(...)
(...)
(...)
Ogro diz:
Será que é tudo mesmo um só filme?
Artemis diz:
O quê?
Ogro diz:
...a teoria do Selton Mello.....os mesmos personagens e tal..
Artemis diz:
Tem a ver ....
Pode ser que sim... Só sei que o cara é inteligente o suficiente, então ...
Ogro diz:
E o que acha do Selton Mello?
Artemis diz:
Eu gosto do Seltinho...
O cara é bom ator ... Apesar de ele estar sempre com o mesmo cabelo e a mesma barba, independente do personagem, o cara te convence ...
Aliás, perto dele, o Seu Jorge fica ainda mais obviamente farsante...
Ogro diz:
Hehehe.
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