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28.2.09

Vontade minimalista

Eu quero querer menos.

2.12.08

Meias e Cores

De uns tempos pra cá desenvolvi uma certa obsessão por meias. Devo ter hoje cerca de 30 pares. E, por onde vou, sempre reparo nas meias que as pessoas estão usando e naquelas que estão nas vitrines das lojas. Já dei algumas para a minha namorada, e outro dia quando vi que uma meia velha que ela tinha estava a ponto de furar, lhe prometi mais alguns pares.

A obsessão é mais especificamente por meias pretas. Pelo menos metade das minhas devem ser pretas. Acho que há pelo menos duas vantagens para se escolher esta cor: 1° elas combinam com qualquer calçado e qualquer roupa que se vista e, 2° escondem melhor aquela sujeira da sola que fica super evidente nas meias brancas. Não que eu seja um porco que não lave os pés e usa o mesmo par de meias por mais de uma semana. Pelo contrário. O grande número de pares que tenho se justifica justamente por trocá-las a cada uso.

Isso é bom não só para facilitar a lavagem e não deixá-las encardidas, como também e, principalmente, para evitar aquele odor agradabilíssimo que exala dos pés menos bem cuidados.

Outro ponto é que o preto é a minha cor favorita. Isso explica alguma coisa... Se pudesse só usaria preto. Não sou gótico, nem headbanger, nem nada. Apenas gosto da cor. Mas com o calor infernal que anda fazendo nos últimos anos, é bem difícil usar preto todos os dias. Exceto no que tange a meias...

Também gosto bastante das meias de cor cinza. Mas aí já é por mera questão estética, pois acho que elas combinam melhor com calças jeans...

Na verdade, acho que também tenho uma certa obsessão pelas cores preto e cinza. Gosto da gravidade que elas representam. Afinal, eu sou um cara sério. E não acho muito bacana enganar as pessoas. Nem no conteúdo, nem na aparência.

1.5.07

Constatação Estética Óbvia

O clássico é o que há de mais moderno.
E sempre há de ser.

12.9.06

A Coisa coisando por aí...

A coisa numa formiga por entre nossos dedos. A coisa numa euforia infantil ao ver o sonzinho comprado. A coisa plantando bananeira. A coisa genialmente coisa em Space Oddity. A coisa nas conversas à luz de velas no quartinho punk. A coisa com Ed cantando Adoniran. A coisa nos deliciosos bifes do Cloquet. A coisa em Dona Binho levantando para fumar um cigarro e voltar a dormir logo em seguida. A coisa insuportavelmente coisa nos gritos de Gal em Vapor Barato. A coisa nas incríveis histórias de uma mulher vitoriosa. A coisa nos animados brindes ao som de Yellow Submarine. A coisa no Tu do Eu. A coisa nos textos de Ms. Walmrath. A coisa num: "-Ahn?... Quê?... Colorado!?... Campeão!?". A coisa ao tomar café ouvindo a canção nº 4. A coisa na boca hipnótica. A coisa na vovó ao me confessar saudades. A coisa eternamente coisa na voz de Miltão. A coisa inimitavelmente coisa numa inimitável cara de Eldo. A coisa no silêncio para a canção saideira. A coisa na melancólica lucidez de Hank. A coisa no Mineirão. Leo Cohen coisando a coisa sem parar. A coisa no abraço fraternal de Rodrigão. A coisa na pontuação peculiar e nas ternas putas do Mirisola. A coisa no coração de Marião. A coisa sem meio termo. Por nome Elis. Por nome Morte. A coisa por nome Deus. Por nome Epifania. A coisa por nome Iluminação. Por nome Coisa. A coisa por nome Amor. A coisa por todos os nomes. A coisa sem nome.

P.S.: A Coisa foi descrita pela primeira vez como "A Coisa" por Neal Cassidy [vulgo, Dean Moriarty] ao presenciar um solo incandescente de Charlie Parker.

29.5.06

Conceito Ampliado

Badeco é punk.