20.4.11

Roma e Vaticano

Depois de Veneza, Florença e Pisa, chegamos à nossa última parada na Itália: Roma, a cidade eterna.

A quantidade de edificações históricas em Roma é tão grande e tão próximas umas das outras que acabam nos deixando um pouco perdidos. O transporte público em Roma também não é tão eficiente quanto o das outras capitais que visitamos, contando com apenas duas linhas de metrô, que levam a poucos pontos turísticos, algumas linhas de bonde muito restritas e uma frota de Ônibus que vive lotada a qualquer hora do dia.

Pantheon de Roma
Aqui também tivemos problemas com horários. Algumas coisas fecham no meio da tarde, outras abrem só pela manhã e outras só abrem ao anoitecer e fecham antes da meia-noite. Além da quantidade descomunal de turistas! Nos locais de maior interesse, a gente ouve mais inglês, francês e espanhol, e quase nenhum italiano. Então, por aqui, é precisa ter disposição e paciência.

Chegamos a Roma de trem pela imensa Estação Termini. De longe, a maior que vimos aqui na Europa. O nosso hotel ficava bem pertinho da estação. E era bem estranho, porque ele "dividia" o prédio com outro hotel e só "começava" a partir do quinto andar. E, apesar de não oferecer grandes serviços, foi o hotel mais caro de toda a viagem.

Em seguir à chegada, saímos ao ponto mais central que achamos no mapa e chegamos ao Panteón. Esta é uma das construções em uso mais antigas da cidades, com cerca de 1800 anos.

Piazza Navona
Emendando a visita ao Panteón, passamos pelo Museu da Cidade de Roma e chegamos à Piazza Navona. Esta praça tem umas das fontes mais bonitas da cidade, e é ponto de encontro dos italianos nas grandes festividades. No restante do ano, fica lotada é de turistas mesmo. Aqui também se encontra a Embaixada brasileira na Itália.

No dia seguinte, com tempo bom, fomos à região da Roma Antiga e, já de início, demos de cara com o belíssimo Coliseu, que dispensa maiores comentários...



Logo ao lado temos o Palatino, local onde morava a aristocracia romana, e hoje é um campo de ruínas com colinas gramadas e grandes árvores frondosas. Píu agradabile!

Continuando a rota, chega-se ao Fórum Romano, centro da vida política do antigo império, com inúmeros sítios arqueológicos de grande importância e beleza.

Forum Romano
Um pouco mais adiante, passamos pelo Campidoglio, lugar conhecido como o núcleo inicial de Roma. Dali, fizemos uma pequena caminhada até o Trastevere, um simpático bairro romano, do outro lado do Tibre, onde almoçamos.

A seguir, um dos pontos altos do roteiro, a famosíssima Fontana de Trevi. Apesar de estar entupida de turistas, de quase não se poder caminhar, é, realmente, um dos lugares mais encantadores que já estive.

Fontana di Trevi
Depois disso, um gelatto na San Crispino, considerada a melhor da cidade, e subimos para a também hiper-famosa Scalinata di Spagna, que não tem tanto apelo ao vivo, ainda mais sem aquelas flores vermelhas... Pra arrematar o longo dia, uma paradinha na Igreja de santa Maria delo Popolo, que vale a visita pelas duas obras-primas de Caravaggio que lá estão.

No terceiro dia, agendamos a visita ao Vaticano. Primeiro, ao Museu, onde fica a icônica Capela Sistina, considerada pelos especialistas simplesmente como a maior obra artística já produzida por um ser humano. No caso, Michelângelo Buonarroti, que a concluiu quando tinha apenas 32 anos. Uma coisa de louco!

Museu do Vaticano
A seguir, a Basílica de São Pedro, outra maravilha que deixa a todos boquiabertos! Só estes dois locais nos tomaram praticamente todo o dia, mas parece que o tempo passou voando, de tantas coisas sensacionais que vimos!...


Imagem de Santa Verônica na Basílica de São Pedro

Como ainda tínhamos um pouco de Sol, aproveitamos para conhecer o Castelo Sant'angelo, que fica bem próximo do Vaticano.

No quarto e último dia em Roma, voltamos ao Trastevere para ver a Vila Farnesina, um palacete com afrescos de Rafael. Depois, voltamos a Piazza Navona, e seguimos para o Campo de Fiori, uma praça onde há um tradicional feira diária, onde compramos tomates secos de verdade (sem óleo!) e por preços módicos...

Massas à venda no campo de Fiori
Depois, subimos à Vila Borghese, um belo parque onde se encontra o Museo e Galeria Borghese que, infelizmente, não conseguimos visitar, pois exigia agendamento prévio. Pegamos o busão de volta, passando pela elegante Via Veneto, e novamente pela Gelateria San Crispino (irresistível!) e tocamos para o Museo Dora Pamphilli, que também não conseguimos visitar, porque o horário já havia encerrado pouco antes. Corremos, então, para a Igreja de Santa Maria Maggiore, uma das mais belos edifícios do período barroco na cidade.

Villa Borghese
Esse, de um modo geral, não foi um dia de muita sorte. Pegamos muitas lugares fechados e perdendo um tempaaço esperando os balaios e tentando, sem sucesso, conectar à Internet nas zonas wi-fi identificadas nas placas da cidade.

Contudo, no somatório geral, a gente se divertiu muito e a dobradinha Roma-Vaticano fica como uma das passagens mais bonitas de toda a viagem...

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