24.4.11

Em Madri

A Espanha foi a última parada de nossa viagem. E nada melhor para conhecer esse povo de sangue quente do que começar por sua orgulhosa capital.

Plaza Mayor
Eu já sabia que Madri era uma cidade dinâmica, e que combinava, como poucas, tradição e arrojo. Mas o nível da limpeza e da conservação das edificações, das ruas, dos monumentos, parques e jardins, e também do excelente funcionamento dos transportes públicos e do trânsito como um todo, nos surpreendeu. Arrisco-me a dizer até que Madri foi a cidade européia mais organizada que conhecemos.

Puerta de Alcalá
Aqui, começamos pela Plaza Mayor. Uma praça ampla e simétrica, com muitos restaurantes e com muita história. Bem pertinho fica o bonito Mercado de San Miguel, um dos melhores lugares da cidade para apreciar os tão falados tapas espanhóis, que é o tipo de comida mais parecida com os nossos tira-gostos que você vai encontrar em toda a Europa.

Palácio Real
Daí caminhamos mais um pouco até o Palácio Real, que das coisas mais lindas que já vi em toda minha vida! É um programa simplesmente imperdível se você for a Madri!

Sala de Porcelana do Palácio Real: vejam bem, não é uma sala COM porcelanas. É uma sala DE porcelana! Sensacional!...
Depois passamos pelos resquícios da muralha árabe e pela ponte da Rua Segóvia, também muy bela, e subimos até a região dos bares de tapas da cidade histórica, com ruelas estreitas e casas bem coloridas. Um lugar perfeito para terminar o primeiro dia, acompanhado de "cerveza y tapas", é claro...


No dia seguinte, pegamos um trem até a cidade de Toledo, a meia hora de Madri, e lá passamos um dia bem agradável. Acompanhe o relato mais adiante. Por ora, vamos retornar a Madri e relatar os dois últimos dias na capital das Astúrias.

Museu Reina-Sofia
Bem, no sábado, como bom fã de futebol que sou, acordei às seis da manhã para ir tentar comprar um par de ingressos para o jogão entre Real e Barcelona. Os dois maiores times da Espanha e, para muitos, os dois melhores times do mundo... Fiquei três horas na fila até a abertura da bilheteria (deixei a gatinha dormindo no hotel e ela chegou bem depois), mas a espera compensou. Mesmo com o preço incrivelmente alto para os nossos padrões, adquiri os cobiçados pares de ingressos para o maior clássico da Espanha.

Depois desse pequeno sacríficio, voltamos aos passeios. Passamos pelo El Corte Inglés, uma gigantesca loja de departamentos espanhola, ao estilo da antiga Mesbla. Depois seguimos pela Via Castellana até as tortas Torres Kio e aos arranha-ceús conhecidos como Cuatro Torres.

Torres Kio
Pausa para o almoço e seguimos para o Centro de Arte Reina-Sofia, museu com uma das coleções mais importantes do Mundo, incluindo o icônico e sensacional painel Guernica, de Pablo Picasso.


Após o banho de cultura, uma ducha no hotel e voltamos ao Estádio Santiago Bernabéu para o grande jogo da noite. De primeira, impressiona o clima de tranquilidade fora do estádio. Torcedores do time catalão circulavam numa boa entre os milhares de madridistas sem serem importunados. Nada de xingamentos, de ameaças, de gangues organizadas. Apenas torcedores comuns curtindo uma noite de futebol... Mesmo com cerca de 85.000 pessoas, não há filas para entrar e ninguém empurra ninguém. Mas... nem tudo são flores. Tanta gente acaba produzindo uma quantidade enorme de lixo, e este lixo se espalhava pelo chão do estádio e dos arredores. Além disso, os assentos são bem apertados. Acredito que fazem isso para atender ao maior número possível de sócios. Posso dizer que, nesse ponto, o nosso Mineirão é bem mais confortável!


A festa da entrada do time do Real foi bem bonita! Bandeiras brancas com o escudo do time foram distribuídas a todos, um mosaico formava o lendário escudo ao fundo e todos cantavam acompanhando o fantástico sistema de som do estádio. Lindo!...

Quanto ao jogo... Bem, digo que não foi lá um grande jogo. Mas estavam em campo Messi, Cristiano Ronaldo e a maior parte do jogadores campeões mundias pela Espanha no ano passado. Todos jogaram com vontade, mas sem violência. Só não estavam num dia muito inspirado...

Também era fácil de ver nas arquibancadas turistas de todas as partes do mundo, levando a bandeira de seu país, ou vestindo a camisa de seu clube, assim como eu.

Atleticanos marcando presença no Santiago Bernabeu
E o jogo termina. Um gol de pênlati para cada lado. Penso que, apesar da pequena fortuna, valeu a pena estar ali. Afinal, não é qualquer dia que a gente pode assistir de dentro do estádio aos míticos craques de Real Madri e Barcelona...

Edifício Metrópolis na Gran Vía
Quarto e último dia. Depois da jornada esportiva, acordamos tarde no dia seguinte. Mas, sem pressa, saímos para dar uma volta pela Gran Vía, uma avenida com imponentes prédios antigos, como o Metropolis e o Edificio da Telefonica.

Plaza de España
Em umas das pontas da Gran Vía fica a Plaza de España, com o seu belo monumento a Cervantes, junto a Don Quixote e Sancho Panza. Do outro lado, na Calle de Alcalá, encontramos a Plaza de Cibeles, com sua fabulosa fonte e seu iluminado Palácio.


Fonte de Cibeles
 Para, em seguida, seguir para o Museu Thyssen-Bornemissa, também de incrível acervo, e finalizarmos, em grande estilo, no magnífico Museu del Prado. Lá, obras-primas como As Meninas de Velásquez e La Maja Desnuda de Goya. Um deleite contínuo!

La Maja Desnuda
Madri, em toda a sua imponência e vivacidade, é um cidade, realmente, excepcional! Pena não termos tido mais tempo para desfrutá-la. Com certeza, é um dos lugares que, se Deus quiser, voltarei mais de uma vez.

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